Welcome and make yourself poetic at home!
Aqui
a poesia
é de minhas
andorinhas!!
Quem sou eu
21 fevereiro, 2015
19 fevereiro, 2015
A terra cansou de tanto blá, blá, blá
A terra está enfastiada de em vão caminhar
e triste como um ganso
a caminho da lata de foie-gras
A terra não quer explodir de tanto
blá, blá, blá
e não aguenta mais comer sem fome,
engolindo sem mastigar
A terra vive triste isolada sem o mar
E quer afrouxar o cinto para então se
movimentar
A terra quer tirar as botas e andar
sem arrastar, gastando
horas afio no exercício de
apenas sonhar
A terra viu que o homem continua o
mesmo quando no rio vai se banhar
Então decidiu ficar à margem,
observando quem tem coragem de fazer o
seu leito secar. Aline Gomes Souza
16 janeiro, 2015
Querida mamãe,
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!
Ontem, vovô Adelino me contava que uns dias antes
de você nascer, lá na Fazenda Campo Limpo, pertinho de Cumari, há exatamente 70
anos, todos te esperavam com alegria. A vovó estava muito feliz porque era o(a)
terceiro(a) filho(a). Ninguém sabia o sexo do bebê e foi uma surpresa ter vindo
uma menina depois de uma menina e um menino. As roupinhas foram feitas pela
vovó. Ele disse que ela bordou algumas peças com muito carinho. Disse também que
andava preocupado porque era janeiro e estava uma chuvarada. Chovia torrencialmente
quase todos os dias daquele janeiro de 1945. Assim, por precaução, ele deixou
por uma semana o cavalo prontinho no curral para alguma emergência. Ele explicou
que se as dores de parto da vovó Olina começassem durante a noite e estivesse
chovendo forte, ficaria mais fácil ter o cavalo ali já preparado e por perto
para chamar a parteira. O cavalo ficou no curral quietinho por uma semana mais ou menos. Então,
para a surpresa de todos, no dia 17 de janeiro, numa sexta-feira sem chuva, quase
na hora do almoço, minha avó começou a sentir as dores do parto. Ele então pediu
um rapaz, chamado João Fagundes, para ir chamar a Vó Maroca e a parteira da
cidade, a dona Maria Romana. Ele disse que você nasceu à tardinha e que, como era a vovó quem escolhia os nomes
em casa, ela escolheu também o seu, Darci. Ele disse que vovó decidiu por esse
nome em homenagem à mulher do Getúlio Vargas que tinha o mesmo nome.
Mamãe, PARABÉNS pelos seus 70 anos bem vividos!!!! Te
amo muito!! Beijos de sua filha Aline. Sei o que a senhora tem passado nesses
últimos meses, mas a vida é assim!!! Mãe, você não é a Marilia de Dirceu, mas é
a Darci do Zé e merece uns versos!!!
LIRA 70, VERSO l
Os teus olhos espalham alegria,
A quem esquece que a tristeza passa;
Rosa ou sempre-viva forte e selvagem
cuidam as suas mãos, que bordam belas figuras.
A tua disposição é tão infinita;
Que as tuas rugas jamais apontam.
Ah! Sim, sim... Você sempre diz, gentil professora,
Para sempre o amor quer você que irradia!
Oh, Darci bela,
Bela Darci, oh!
Aline Gomes Souza
11 janeiro, 2015
Ai, que medo!!!
Nem Charlie, nem fundamentalistas!!! Ambos incitam a violência! Marcha bonita, se fosse em prol da paz, mas é muito perigosa posto que é para aumentar o medo dos civis e a coragem dos fundamentalistas!! O que Hannah Arendt diria? Não sei. Ela não foi à marcha, mas está remexendo a sete palmos do chão. Quem não convidou o Barack Obama? Como diria há pouco... esse slogan Je suis Charlie engrossa pelo menos duas de várias sopas diferentes preparadas em um mesmo fogão. De um lado do fogão, em fogo médio de medo, dentro de um caldeirão de inox, ferve a sopa do preconceito, da indiferença, da intolerância, da eugenia, da xenofobia, ou seja, o ódio contra as comunidades muçulmanas pelo mundo, o aumento das intervenções dos países ricos do Ocidente nos países em todo o Oriente Médio, a ostentação ao racismo, a discriminação e a marginalização, a soberba ocidental nacionalista, o aumento das marchas contra as minorias étnicas pelo mundo, aumenta o discurso racista (incitados a partir de 2001, com George W. Bush , posteriormente com Sarkozy etc.), a anti-imigração etcetera, blá, blá, blá (tal sopa tem pitadas de indiferença, de desdém, de não tô nem
aí). Dentro de um caldeirão de barro, do outro lado do fogão, em fogo alto de coragem, o caldo fica grosso de ira, violência, ódio, revolta (tal sopa é a dos que carregam as kalashnikovs "russas" nas mãos como se carregassem brinquedos; é a sopa dos que não querem saber de piadas, pois lhes tiraram senso de humor; é a sopa dos que esbanjam cansaço de ferver no fogo da guerra). São 6 milhões de árabes na França. Muitos desses são frutos da colonização francesa no Marrocos e na Argélia. São filhos de árabes nascidos na França, ou seja, são franceses. O negócio é que se eles tivessem o petróleo ainda em mãos como os poucos sheiks árabes, morariam nos melhores arrondissements, mas esses árabes têm tratamento diverso e racista
da maioria dos nacionalistas franceses, morando nos banlieuers periféricos de Paris, tratados literalmente como marginais. Brincar de fazer piadas racistas, machistas, preconceituosas é costume no mundo inteiro, mas muitos dos alvos não gostam disso. Fazemos e fizemos o mesmo com os índios do Brasil e muitos outros. O caldo grosso do lado fundamentalista ferve tanto que bolhas de lavas em forma de bombas são lançadas de um caldo para o outro, de uma sopa para outra, ferindo pessoas inocentes. Aff, tá russo!
aí). Dentro de um caldeirão de barro, do outro lado do fogão, em fogo alto de coragem, o caldo fica grosso de ira, violência, ódio, revolta (tal sopa é a dos que carregam as kalashnikovs "russas" nas mãos como se carregassem brinquedos; é a sopa dos que não querem saber de piadas, pois lhes tiraram senso de humor; é a sopa dos que esbanjam cansaço de ferver no fogo da guerra). São 6 milhões de árabes na França. Muitos desses são frutos da colonização francesa no Marrocos e na Argélia. São filhos de árabes nascidos na França, ou seja, são franceses. O negócio é que se eles tivessem o petróleo ainda em mãos como os poucos sheiks árabes, morariam nos melhores arrondissements, mas esses árabes têm tratamento diverso e racista
da maioria dos nacionalistas franceses, morando nos banlieuers periféricos de Paris, tratados literalmente como marginais. Brincar de fazer piadas racistas, machistas, preconceituosas é costume no mundo inteiro, mas muitos dos alvos não gostam disso. Fazemos e fizemos o mesmo com os índios do Brasil e muitos outros. O caldo grosso do lado fundamentalista ferve tanto que bolhas de lavas em forma de bombas são lançadas de um caldo para o outro, de uma sopa para outra, ferindo pessoas inocentes. Aff, tá russo!
Aline Gomes Souza
Discurso
incendiário de menina que vive no fogo da guerra
Estou
cansada de ferver no fogo da guerra.
Ontem,
hoje e todos os dias de amanhã.
Estou
cansada de viver longe do fogo da paz.
O fogo
da guerra arde na minha rua,
na minha
casa, na minha mesa, na minha sala,
no meu
sofá, na minha cozinha e no cozinhar.
O fogo
da guerra faz minha mamãe chorar e papai morrer.
O fogo
da guerra diário arde nos grãos de pólen das flores do meu jardim,
na minha
infância, nas salas do meu jardim de infância,
O fogo
da guerra arde no playground da minha
escola,
nos
lápis, canetas e quadros-negros,
nos
melhores anos da minha vida.
A minha
história queima sem cessar.
A minha
retina arde de chorar, sem economizar.
O fogo
nos tira a ida e a vinda de algum lugar ao luar.
Não há
mais lugar aqui algum para caminhar,
pois
pernas não mais há.
Há
sempre uma maca para nos carregar.
Ao sermos levados, choramos de dor de queimar.
Aqui há
guerra e nada mais.
Aline Gomes Souza
09 janeiro, 2015
Eu hein!
Aline Gomes Souza
Aline au pays des merveilles
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dada por ffffound
DE ALINE A ZAGUCHA
Arte de ffffound
Défense D'enterdire
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Mais fumer c'est pas bon pour la santé
L'amour irrésistible
Ça fait des nuits
Que j't'aime d'amour
Ça fait du temps
Qu'on se dit bonjour
Qu'on a du mal à s'retrouver
Qu'on a du mal à s'séparer [...]
Et qu'on se caresse les yeux
Qu'on ait raison, qu'on ait fort
L'amour a ouvert le feu [...]
Florent Pagny, Ça fait des nuits
Que j't'aime d'amour
Ça fait du temps
Qu'on se dit bonjour
Qu'on a du mal à s'retrouver
Qu'on a du mal à s'séparer [...]
Et qu'on se caresse les yeux
Qu'on ait raison, qu'on ait fort
L'amour a ouvert le feu [...]
Florent Pagny, Ça fait des nuits
"Hate the sin, love the sinner" - Gandhi
C´est comme ça.
fortune-teller
Peace and Love
Aline Gomes Souza
Aqui não tenho
a minha insana idade
a revelar
tenho apenas
a minha
insanidade a declarar
a minha insana idade
a revelar
tenho apenas
a minha
insanidade a declarar
Aline Gomes Souza
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