neste ano de 2016 eu quero...
Welcome and make yourself poetic at home!
Aqui
a poesia
é de minhas
andorinhas!!
Quem sou eu
31 dezembro, 2015
25 dezembro, 2015
11 novembro, 2015
tique-taque
o relógio espera o tempo de tudo:
das lesmas que andam a esmo
da queda d'água no despenhadeiro
do rato que foge com o queijo e escapa
do curso percorrido pela luz
dos exemplos que ensinam
tique-taque
tique-taque
Aline Gomes Souza
das lesmas que andam a esmo
da queda d'água no despenhadeiro
do rato que foge com o queijo e escapa
do curso percorrido pela luz
dos exemplos que ensinam
tique-taque
tique-taque
Aline Gomes Souza
06 novembro, 2015
Minas GERAIS
debaixo das montanhas de Minas,
no geral, guardam-se confidências,
privanças,
segredos de forma imaterial,
são artes ocultas, são metaforoMinas próprias de inconfidentes,
são ciências mansas,
são mistérios apalpados apenas por seres underground.
lá debaixo de Minas,
no Gerais, a solidez é natural.
o chão das Gerais,
nas Minas, os homens não conseguem lugar.
ali apenas sobrevivem seres que rejeitam a liquidez.
os vãos de Minas,
nos Gerais,
não comportam furos, apenas
carinho
sem afeto, Minas, nas Gerais, é avalanche!
Aline Gomes Souza
no geral, guardam-se confidências,
privanças,
segredos de forma imaterial,
são artes ocultas, são metaforoMinas próprias de inconfidentes,
são ciências mansas,
são mistérios apalpados apenas por seres underground.
lá debaixo de Minas,
no Gerais, a solidez é natural.
o chão das Gerais,
nas Minas, os homens não conseguem lugar.
ali apenas sobrevivem seres que rejeitam a liquidez.
os vãos de Minas,
nos Gerais,
não comportam furos, apenas
carinho
sem afeto, Minas, nas Gerais, é avalanche!
Aline Gomes Souza
28 outubro, 2015
Gratidão
Mãe, muito obrigada por nos proporcionar tantas alegrias!!! A senhora, com toda a sua habilidade, coragem e generosidade, coloriu e deu vida ao quarto do Francisco!!! Quanta delicadeza e boniteza!!! Somos muito gratos por tudo! A senhora bordou árvores (Ipês, Salgueiros-chorões, Palmeiras etc.), reformou o berço, confeccionou os lençóis, as fronhas, as fraldas, os cueiros (eu nem sabia para que servia um cueiro, lembra?). Ah, bordou poesias de Manoel de Barros nas fraldas e nos cueiros!! Fez a cortina do quarto e ainda ajudou a arrumá-lo!!!! O interessante é que as cores das linhas para os bordados foram escolhidas poeticamente!! Um pouco no bohemian style, como é sua vida, sua mente, sua casa e tudo o que você gosta!!! As linhas parecem falar de alegria por estarem tão combinadas e arranjadas!!! Que lindeza e pureza de mãos a senhora tem!!!! São bordados muito singelos e delicados!!! Mãe, sinto-me muito grata por tudo que a senhora fez e faz por nós todos e todos os dias!!! Aproveito o ensejo para agradecer principalmente por tudo o que a senhora fez por mim, pelo Fabrízio e pelo Francisco durante os nove meses de gravidez!!! MUITO OBRIGADA!!! DA SUA FILHA QUE TE AMA MUITO, ALINE
08 outubro, 2015
Para FRANCISCO
Fortuna fraternal não só nossa, mas também do infinito
Rima soante dos bons, dos médios e de outros benditos
Arlequim amoroso dos palcos, mensageiro erudito
Navegador natural das palavras, sábio amigo dos ditos
Cancioneiro combatente dos verbos. Dos ventos, apenas um risco
Instruidor das frases novas, índio forte, João de boa alma, colega dos mitos
Rima soante dos bons, dos médios e de outros benditos
Arlequim amoroso dos palcos, mensageiro erudito
Navegador natural das palavras, sábio amigo dos ditos
Cancioneiro combatente dos verbos. Dos ventos, apenas um risco
Instruidor das frases novas, índio forte, João de boa alma, colega dos mitos
Sic sic omnes! Pequeno grande serafim
Coletor de bondades, das borboletas brancas, das boas-novas dos querubins
Ordenador das frases boas e das alegrias sem fim.
Da mamãe Aline para o BB Francisco
Da mamãe Aline para o BB Francisco
16 setembro, 2015
Papai está no céu e bem feliz. Hoje é a abertura de um festival que ocorre todo ano na órbita de Vênus. Esta será a sua primeira participação. O evento chama-se PRAVDA e é uma das maiores emoções e sensações para os aventureiros, hippies e forasteiros que foram enviados para o céu. Papai sempre gostou de festas animadas como essa e sempre foi defensor do “ban the bomb”, um dos slogans da festa. Papai está encantado até mesmo com o espaço gigantesco para aterrissagem e decolagem de sondas, naves, satélites, motoestrelas, e outros veículos espaciais etc. Há no festival várias performances, workshops, corridas e atividades e ele se inscreveu para uma pancada delas. Uma dessas atividades é a “queima” de um boneco de mais de 100 metros de altura feito de lixo celestial. Durante tal queima, todos dançam e cantam. Uma outra performance é o empilhamento de meteoros que perturbam miniburacos negros. Nessa atividade, cada participante arremessa meteoros, empilhando-os à direita diagonal de buracos negros pequenos. Papai vai participar também de um workshop em um acampamento às margens de um buraco negro supermassivo para se pescar discos galácticos. Nesse workshop, os aventureiros terão aulas de como se agarrar discos galácticos sem peças como varas e molinetes. Papai armou sua barraca e pendurou sua rede à sombra das Nuvens de Magalhães e está super feliz com os seus cabelos branquinhos ao vento. Ah, papai está muito ansioso porque vai participar da corrida de motoestrelas, uma corrida sem vencedor. Nela, os participantes devem ultrapassar a vigésima oitava ordem ou a décima classe numérica em velocidade, correndo a quase oito octilhões de quilômetros por hora. Papai está em êxtase porque sempre gostou de rodas velozes veludosas... Papai está comendo despensamentos e bebendo deslembranças. Ele me enviou um postal celestial genial!!!
05 setembro, 2015
10 agosto, 2015
09 julho, 2015
Silêncio! A verdade foi dormir!
Venha, deixe a verdade na penumbra
De janelas e cortinas fechadas
A verdade precisa descansar das mentiras mundanas
As mentiras devem existir, mas não devem dominar
É. A verdade está exausta
É. Ela exauriu-se do convencimento sobre as coisas
Está carregada de negativas
São negativas sólidas, pesadas e sem ideologias
A verdade cansou de atacar o ferrão das mentes domesticadas
Deixe, amanhã a verdade vai se benzer
É. E depois de benta,
voltará ao trabalho exaustivo de lutar
De lutar por ela mesma
De lutar contra a mentira poderosa que cega com a opacidade
É. O mundo anda deformado de informação que falseia os fatos
E todos os dias a informação queima a retina dos que não
lutam pela verdade
Sim, a informação falseta queima o andar reto daqueles que
bobeiam, daqueles que não negam a informação pérfida que destrói.
Aline Gomes Souza
19 junho, 2015
contrarietà
por que não trabalhar,
se é assim que esqueço
os socos que recebo do
tempo?
por que não inventar,
se é desse jeito que
evito as aulas de raciocínio?
enquanto trabalho e invento,
esqueço que o tempo tem pai,
filho e vontades.
enquanto desvio vontades,
sigo em frente.
Aline Gomes Souza
se é assim que esqueço
os socos que recebo do
tempo?
por que não inventar,
se é desse jeito que
evito as aulas de raciocínio?
enquanto trabalho e invento,
esqueço que o tempo tem pai,
filho e vontades.
enquanto desvio vontades,
sigo em frente.
Aline Gomes Souza
03 junho, 2015
19 maio, 2015
O que é a vida, poesia?
Aline Gomes Souza
10 maio, 2015
Mãe, as palavras às vezes dizem tudo, não dizem? Aqui, por meio delas, mesmo achando impossível que letrinhas bonitas consigam alcançar ênfase suficiente para falar do amor que há dentro de você, vou tentar fazer com que elas digam pelo menos um pouquinho do muito que a senhora significa para o papai, para os meus irmãos, para o Fabrízio, para o Francisco e para mim!!!!
É... o mundo da vida dedicada das mães é maior do que qualquer efeito de sentido de qualquer palavra no mundo da teoria, eu sei. Mas quero iniciar dizendo que uma mãe generosa como a senhora existe em todos os lugares do mundo e todas elas merecem o meu respeito. Sim, uma mãe generosa é imensamente emergencial para a humanidade (quero ser uma mãe assim).
Para mim a senhora é maior do que o amor, é uma mãe amiga, generosa e que está sempre por perto! A senhora está e esteve sempre pertinho da gente nos momentos bons e nos ruins (tivemos pouquíssimos momentos ruins juntas).
Devo ressaltar que a senhora sempre nos proporciona apenas momentos felizes, pois é essa a intenção inata da maioria das mães (o papai ajudou). O bom é que a senhora nos ensinou que é dos momentos ruins que aprendemos a ser mais fortes e sábios.
De todos os seres sencientes, mamãe, as mães são as que conseguem ser os mais sensíveis. Vocês são os seres que mais sabem ouvir, sentir, amar, receber carinho, dedicar, falar com jeitinho, fazer bordados, costuras, brincar e sorrir para alegrar as suas crias. Isso é fenomenal.
É triste saber que é o nosso primeiro dia das mães sem o papai, mas é assim que Deus nos proporciona mais algum tipo de aprendizagem. Papai nos ensinou com gestos que a senhora é a flor mais cheirosa do mundo, tem o sorriso mais especial que existe e é o mais doce ser. Aprendemos com o papai a acordarmos mais cedo pelo menos no dia das mães para ir
comprar flores para você (presente que mais cultiva e ama ganhar).
A senhora nos criou para o mundo e a viver para ele e com ele, responsavelmente e de forma sustentável, fazendo tudo com alegria. A senhora disse que precisávamos trabalhar muito para servimos à humanidade, será que aprendemos?
Hoje, uma vez grávida de quatro meses do Francisco, posso sentir a doçura de ser mãe e espero ser uma mãe generosa e amorosa como a senhora me ensinou e é. Obrigada pelo carinho que a senhora já tem pelo nosso filho, pelo Fabrízio, enfim, obrigada por tudo. Beijos da filha que te ama muito, Aline.
Há mães nas prisões, nas ruas, nos hospitais, nos escombros dos terremotos, nas catástrofes e elas merecem também um Feliz Dia das Mães!!!
07 maio, 2015
30 abril, 2015
A terra está de mal de mim
a terra está uma fera,
soltando fogo no frio
e mexendo com uma colher o rio.
a terra está tinindo de raiva,
queimando nuvens de ultraleve
e surfando com farelos de neve.
a terra está chorando pelos cantos,
soprando de dentro para fora todo o mal
e atingindo as Pagodas no Nepal.
a terra está encorujada de medo,
cuspindo neve da nave,
usando furacões para lavar espaçonaves.
a terra está avisando do varal
que sua barriga vai mal.
a terra quer plantar um jardim,
mas disse que está em falta o xaxim.
a terra não aguenta todo esse mal e
pegou um trem para as praias de Natal.
a terra está cansanda de dizer sim.
e ela me ligou, dizendo que está de mal de mim.
"Alô! É você? Belém, belém, nunca mais fico de bem".
Aline Gomes Souza
soltando fogo no frio
e mexendo com uma colher o rio.
a terra está tinindo de raiva,
queimando nuvens de ultraleve
e surfando com farelos de neve.
a terra está chorando pelos cantos,
soprando de dentro para fora todo o mal
e atingindo as Pagodas no Nepal.
a terra está encorujada de medo,
cuspindo neve da nave,
usando furacões para lavar espaçonaves.
a terra está avisando do varal
que sua barriga vai mal.
a terra quer plantar um jardim,
mas disse que está em falta o xaxim.
a terra não aguenta todo esse mal e
pegou um trem para as praias de Natal.
a terra está cansanda de dizer sim.
e ela me ligou, dizendo que está de mal de mim.
"Alô! É você? Belém, belém, nunca mais fico de bem".
Aline Gomes Souza
25 abril, 2015
BOOM!!!
O amor é o homem-bomba que eclode.
Nasce, cresce, reproduz (ou não) e explode.
Antes de ser homem-bomba, o homem é bom,
só depois ele é lobisomem.
Primeiro o homem é criança, depois jovem e depois homem.
O homem ao caminhar pelas ruas,
encontra brincadeiras, sonhos, gostos, alvos e ondas
e também encontra bombas
O homem então brinca, sonha, gosta, surfa e alveja.
O homem então também almeja.
O homem então suspira.
O homem não desiste.
O homem então persiste.
O homem então rasteja.
O homem então sofre.
O homem então cospe
e então sai.
Do alvo,
ele vai atrás
Então o alvo vem.
Então o alvo vai.
E o alvo o atrai.
O alvo então se esvai.
O homem então se cansa.
Homem lá,
alvo ali,
bomba aqui.
Bomba aqui!
Bomba aqui!
Bomba sai...
O amor não nasceu ontem,
nem anteontem.
Muito menos o homem que explode.
Antes de ser bomba,
o amor foi Bashi-bazouk,
piloto de camicase,
e outros azes.
O alvo passa
e o homem enche os pulmões de ar.
Aerado, o amor não dorme,
sonha acordado com o alvo.
Depois, doa-se.
Asfixia-se.
Dedica-se e se desencanta.
Então ele se espanta
e sacrifica-se.
O homem bobeia e bombeia.
O homem-bomba,
bomba, bomba,
bomba e
BOOM!
O homem, com o afã de ser
personagem de epopeia,
suicida-se
numa vã onomatopeia!
Aline Gomes Souza
11 abril, 2015
SERES SÃO SERES
SERES SÃO SERES
DE FRENTE PARA TRÁS
OU DE TRÁS PARA FRENTE
DE TRÁS PARA FRENTE
UM SER É RES
EM CONJUNTO OS SERES SÃO SERES
E NÃO DEIXAM DE SER
UM SER SOZINHO SÓ É PARA FRENTE
DE TRÁS PARA FRENTE UM SER JÁ NÃO É SER
SER SOZINHO DE TRÁS PARA FRENTE É RES
E RES NÃO É SER
SOMOS TODOS SERES
E SERES DEVEMOS SER DE FRENTE PARA TRÁS
E DE TRÁS PARA FRENTE
Aline Gomes Souza
DE FRENTE PARA TRÁS
OU DE TRÁS PARA FRENTE
DE TRÁS PARA FRENTE
UM SER É RES
EM CONJUNTO OS SERES SÃO SERES
E NÃO DEIXAM DE SER
UM SER SOZINHO SÓ É PARA FRENTE
DE TRÁS PARA FRENTE UM SER JÁ NÃO É SER
SER SOZINHO DE TRÁS PARA FRENTE É RES
E RES NÃO É SER
SOMOS TODOS SERES
E SERES DEVEMOS SER DE FRENTE PARA TRÁS
E DE TRÁS PARA FRENTE
Aline Gomes Souza
28 março, 2015
Leitura da carta de Charaka Samhita
O homem é o universo replicado
matéria e espírito
6 elementos
terra
líquido
fogo
ar
éter
?
testemunha autoral
observação direta
suposição lógica
inferência
tradição
analogia
sentimento de igualdade
equilíbrio por meio da
conhecimento perfeito
próprio ser identifica-se
com qualquer
coisa no universo
propósito da vida:
emancipação da alma
entendimento da verdade
para a paz eterna
sei não
?
realização das obrigações
aquisição de riquezas
satisfação dos desejos
realização pessoal
que tal?
vida feliz
oposto
de vida infeliz?
vida boa
a serviço do outro
vida ruim
sem ajudar o outro?
5 elementos
éter
ar
energia radiante
líquido
sólido
ego
ação
consequência da ação
reencarnação
memória
ego independente do corpo físico
vida é
combinação
de corpo
sentidos
mente
eu
e descansam
no corpo
na mente e no eu
como num tripé
origens diferentes
ventre, útero
ovo
suor
semente
concepção se dá
pela mãe
pai
e espírito
essência e
nutrição
sem a mente
o organismo
se torna uma matéria sem vida
o espírito no embrião
é a alma encorporada
matéria e espírito
6 elementos
terra
líquido
fogo
ar
éter
?
testemunha autoral
observação direta
suposição lógica
inferência
tradição
analogia
sentimento de igualdade
equilíbrio por meio da
conhecimento perfeito
próprio ser identifica-se
com qualquer
coisa no universo
propósito da vida:
emancipação da alma
entendimento da verdade
para a paz eterna
sei não
?
realização das obrigações
aquisição de riquezas
satisfação dos desejos
realização pessoal
que tal?
vida feliz
oposto
de vida infeliz?
vida boa
a serviço do outro
vida ruim
sem ajudar o outro?
5 elementos
éter
ar
energia radiante
líquido
sólido
ego
ação
consequência da ação
reencarnação
memória
ego independente do corpo físico
vida é
combinação
de corpo
sentidos
mente
eu
e descansam
no corpo
na mente e no eu
como num tripé
origens diferentes
ventre, útero
ovo
suor
semente
concepção se dá
pela mãe
pai
e espírito
essência e
nutrição
sem a mente
o organismo
se torna uma matéria sem vida
o espírito no embrião
é a alma encorporada
21 março, 2015
Deus sabe?
Aquilo que tem sido apalpado apenas por Deus
está também se modernizando.
É. Porque Deus não se moderniza.
O homem, sim, inventa moda.
Os Trópicos cansaram de ter Câncer e
de pertencer a Capricórnio.
Eles querem ter outros ascendentes
e viver de maneira menos linear.
As estações empurram suas metáforas para
os dias secos e convocam Deuses para mudar os ventos.
Hoje, 21 de março de 2015, sinto um verão atrasado,
movendo o outono para o canto da casa,
as folhas para debaixo do tapete,
e os ciscos para os olhos de quem não quer
ficar à espreita para a escuta das novas estações.
O que Deus está nos preparando?
Aos olhos dos homens nem Ele saberia,
porque hoje apenas o homem diz saber.
Disso de saber o homem é erudito,
verdade humana que move a mentira para o futuro.
Aline Gomes Souza
07 março, 2015
Bebê nosso de cada dia
Em prol do zelo,
eles perdem os cabelos!
“A mãe vai comprar pra você
tudo o que você vê na TV.”
“O papai vai te dar
uma secretária para quando você acordar.”
Nada de instrutivo,
o que vale é atender o marketing apelativo.
“Mamãe vai comprar tudo que vê
para o seu futuro bebê”
Vacinas.
Vitaminas.
Decoração.
Fidelização.
A mãe torna-se um consumidor,
com a desculpa de apenas tirar o bebê da dor.
Mamãe inconsciente
atende necessidades menos urgentes.
As mamães se esquecem de que seus bebês precisam
de água, comida e abrigo
e acabam colocando um piercing
no futuro caído umbigo.
Onde estão as políticas públicas,
que ensinam, que educam e que regulam tais compras súbitas?
O mundo quer um bebê verde.
O mundo quer bebês fora do consumo
malévolo oferecido nas redes.
Tem muito produto infantil lançado no mercado
e a mamãe quer mesmo é ter o seu estoque renovado.
A chupeta espeta os dedos do bebê.
Pra quê?
Tudo em prol do Swarovski, bebê!
E do luxo lixo vendido pela TV!
Algumas marcas de brinquedos determinam a posição social
e alguns acreditam nessa barbárie bestial!
O pai quer sair do barraco!
Oba, o bebê é a chance de mudar para a mansão
no condomínio Opaco!
O carro deve ser gigante
para comportar as compras desimportantes!
Antes os pais sabiam o que era essencial para as suas crianças,
hoje, pais cegos, são guiados pelo mercado e sua dança!
Mamãe tornou-se uma escrava do dia a dia.
Tudo pelo agrado e pelo zelo da cria,
bode expiatório da mais-valia.
O enxoval deve ser da Terra do Nunca com slogan da Disney,
de Miami para ser original.
A viagem prometida deve ser para
a terra do Tio Sam etc e tal…
A mamãe morre de anseios
e o bebê é agora uma estrela de rodeios!!!
O que é de verdade a gravidez,
quando já é a minha vez?
Ah, por favor,
mais crianças, menos violência mercadológica, mais amor!
Aline Gomes Souza
04 março, 2015
POUQUIDÕES
Tudo tem seu grau de utilidade,
graveza e questão de vida ou morte.
Qualquer coisa besta, dita, tem lá
seu valor no crivo da banalidade.
O dito besta feito cifra, sozinho,
tem lá sua plateia atônita de pasmo.
Ter que ouvir pouquidões em um
aviso mal dado pode estar bem
a propósito, mesmo sendo chinfrim.
Não há apenas coisas boas ou não.
Há graus de disso ou daquilo.
Aline Gomes Souza
21 fevereiro, 2015
19 fevereiro, 2015
A terra cansou de tanto blá, blá, blá
A terra está enfastiada de em vão caminhar
e triste como um ganso
a caminho da lata de foie-gras
A terra não quer explodir de tanto
blá, blá, blá
e não aguenta mais comer sem fome,
engolindo sem mastigar
A terra vive triste isolada sem o mar
E quer afrouxar o cinto para então se
movimentar
A terra quer tirar as botas e andar
sem arrastar, gastando
horas afio no exercício de
apenas sonhar
A terra viu que o homem continua o
mesmo quando no rio vai se banhar
Então decidiu ficar à margem,
observando quem tem coragem de fazer o
seu leito secar. Aline Gomes Souza
16 janeiro, 2015
Querida mamãe,
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!
Ontem, vovô Adelino me contava que uns dias antes
de você nascer, lá na Fazenda Campo Limpo, pertinho de Cumari, há exatamente 70
anos, todos te esperavam com alegria. A vovó estava muito feliz porque era o(a)
terceiro(a) filho(a). Ninguém sabia o sexo do bebê e foi uma surpresa ter vindo
uma menina depois de uma menina e um menino. As roupinhas foram feitas pela
vovó. Ele disse que ela bordou algumas peças com muito carinho. Disse também que
andava preocupado porque era janeiro e estava uma chuvarada. Chovia torrencialmente
quase todos os dias daquele janeiro de 1945. Assim, por precaução, ele deixou
por uma semana o cavalo prontinho no curral para alguma emergência. Ele explicou
que se as dores de parto da vovó Olina começassem durante a noite e estivesse
chovendo forte, ficaria mais fácil ter o cavalo ali já preparado e por perto
para chamar a parteira. O cavalo ficou no curral quietinho por uma semana mais ou menos. Então,
para a surpresa de todos, no dia 17 de janeiro, numa sexta-feira sem chuva, quase
na hora do almoço, minha avó começou a sentir as dores do parto. Ele então pediu
um rapaz, chamado João Fagundes, para ir chamar a Vó Maroca e a parteira da
cidade, a dona Maria Romana. Ele disse que você nasceu à tardinha e que, como era a vovó quem escolhia os nomes
em casa, ela escolheu também o seu, Darci. Ele disse que vovó decidiu por esse
nome em homenagem à mulher do Getúlio Vargas que tinha o mesmo nome.
Mamãe, PARABÉNS pelos seus 70 anos bem vividos!!!! Te
amo muito!! Beijos de sua filha Aline. Sei o que a senhora tem passado nesses
últimos meses, mas a vida é assim!!! Mãe, você não é a Marilia de Dirceu, mas é
a Darci do Zé e merece uns versos!!!
LIRA 70, VERSO l
Os teus olhos espalham alegria,
A quem esquece que a tristeza passa;
Rosa ou sempre-viva forte e selvagem
cuidam as suas mãos, que bordam belas figuras.
A tua disposição é tão infinita;
Que as tuas rugas jamais apontam.
Ah! Sim, sim... Você sempre diz, gentil professora,
Para sempre o amor quer você que irradia!
Oh, Darci bela,
Bela Darci, oh!
Aline Gomes Souza
11 janeiro, 2015
Ai, que medo!!!
Nem Charlie, nem fundamentalistas!!! Ambos incitam a violência! Marcha bonita, se fosse em prol da paz, mas é muito perigosa posto que é para aumentar o medo dos civis e a coragem dos fundamentalistas!! O que Hannah Arendt diria? Não sei. Ela não foi à marcha, mas está remexendo a sete palmos do chão. Quem não convidou o Barack Obama? Como diria há pouco... esse slogan Je suis Charlie engrossa pelo menos duas de várias sopas diferentes preparadas em um mesmo fogão. De um lado do fogão, em fogo médio de medo, dentro de um caldeirão de inox, ferve a sopa do preconceito, da indiferença, da intolerância, da eugenia, da xenofobia, ou seja, o ódio contra as comunidades muçulmanas pelo mundo, o aumento das intervenções dos países ricos do Ocidente nos países em todo o Oriente Médio, a ostentação ao racismo, a discriminação e a marginalização, a soberba ocidental nacionalista, o aumento das marchas contra as minorias étnicas pelo mundo, aumenta o discurso racista (incitados a partir de 2001, com George W. Bush , posteriormente com Sarkozy etc.), a anti-imigração etcetera, blá, blá, blá (tal sopa tem pitadas de indiferença, de desdém, de não tô nem
aí). Dentro de um caldeirão de barro, do outro lado do fogão, em fogo alto de coragem, o caldo fica grosso de ira, violência, ódio, revolta (tal sopa é a dos que carregam as kalashnikovs "russas" nas mãos como se carregassem brinquedos; é a sopa dos que não querem saber de piadas, pois lhes tiraram senso de humor; é a sopa dos que esbanjam cansaço de ferver no fogo da guerra). São 6 milhões de árabes na França. Muitos desses são frutos da colonização francesa no Marrocos e na Argélia. São filhos de árabes nascidos na França, ou seja, são franceses. O negócio é que se eles tivessem o petróleo ainda em mãos como os poucos sheiks árabes, morariam nos melhores arrondissements, mas esses árabes têm tratamento diverso e racista
da maioria dos nacionalistas franceses, morando nos banlieuers periféricos de Paris, tratados literalmente como marginais. Brincar de fazer piadas racistas, machistas, preconceituosas é costume no mundo inteiro, mas muitos dos alvos não gostam disso. Fazemos e fizemos o mesmo com os índios do Brasil e muitos outros. O caldo grosso do lado fundamentalista ferve tanto que bolhas de lavas em forma de bombas são lançadas de um caldo para o outro, de uma sopa para outra, ferindo pessoas inocentes. Aff, tá russo!
aí). Dentro de um caldeirão de barro, do outro lado do fogão, em fogo alto de coragem, o caldo fica grosso de ira, violência, ódio, revolta (tal sopa é a dos que carregam as kalashnikovs "russas" nas mãos como se carregassem brinquedos; é a sopa dos que não querem saber de piadas, pois lhes tiraram senso de humor; é a sopa dos que esbanjam cansaço de ferver no fogo da guerra). São 6 milhões de árabes na França. Muitos desses são frutos da colonização francesa no Marrocos e na Argélia. São filhos de árabes nascidos na França, ou seja, são franceses. O negócio é que se eles tivessem o petróleo ainda em mãos como os poucos sheiks árabes, morariam nos melhores arrondissements, mas esses árabes têm tratamento diverso e racista
da maioria dos nacionalistas franceses, morando nos banlieuers periféricos de Paris, tratados literalmente como marginais. Brincar de fazer piadas racistas, machistas, preconceituosas é costume no mundo inteiro, mas muitos dos alvos não gostam disso. Fazemos e fizemos o mesmo com os índios do Brasil e muitos outros. O caldo grosso do lado fundamentalista ferve tanto que bolhas de lavas em forma de bombas são lançadas de um caldo para o outro, de uma sopa para outra, ferindo pessoas inocentes. Aff, tá russo!
Aline Gomes Souza
Discurso
incendiário de menina que vive no fogo da guerra
Estou
cansada de ferver no fogo da guerra.
Ontem,
hoje e todos os dias de amanhã.
Estou
cansada de viver longe do fogo da paz.
O fogo
da guerra arde na minha rua,
na minha
casa, na minha mesa, na minha sala,
no meu
sofá, na minha cozinha e no cozinhar.
O fogo
da guerra faz minha mamãe chorar e papai morrer.
O fogo
da guerra diário arde nos grãos de pólen das flores do meu jardim,
na minha
infância, nas salas do meu jardim de infância,
O fogo
da guerra arde no playground da minha
escola,
nos
lápis, canetas e quadros-negros,
nos
melhores anos da minha vida.
A minha
história queima sem cessar.
A minha
retina arde de chorar, sem economizar.
O fogo
nos tira a ida e a vinda de algum lugar ao luar.
Não há
mais lugar aqui algum para caminhar,
pois
pernas não mais há.
Há
sempre uma maca para nos carregar.
Ao sermos levados, choramos de dor de queimar.
Aqui há
guerra e nada mais.
Aline Gomes Souza
Aline au pays des merveilles
Loading
dada por ffffound
DE ALINE A ZAGUCHA
Arte de ffffound
Défense D'enterdire
Fourni par Google
Mais fumer c'est pas bon pour la santé
L'amour irrésistible
Ça fait des nuits
Que j't'aime d'amour
Ça fait du temps
Qu'on se dit bonjour
Qu'on a du mal à s'retrouver
Qu'on a du mal à s'séparer [...]
Et qu'on se caresse les yeux
Qu'on ait raison, qu'on ait fort
L'amour a ouvert le feu [...]
Florent Pagny, Ça fait des nuits
Que j't'aime d'amour
Ça fait du temps
Qu'on se dit bonjour
Qu'on a du mal à s'retrouver
Qu'on a du mal à s'séparer [...]
Et qu'on se caresse les yeux
Qu'on ait raison, qu'on ait fort
L'amour a ouvert le feu [...]
Florent Pagny, Ça fait des nuits
"Hate the sin, love the sinner" - Gandhi
C´est comme ça.
fortune-teller
Peace and Love
Aline Gomes Souza
Aqui não tenho
a minha insana idade
a revelar
tenho apenas
a minha
insanidade a declarar
a minha insana idade
a revelar
tenho apenas
a minha
insanidade a declarar
Aline Gomes Souza
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COLEÇÃO DE PALAVRAS E VERBOS E OUTROS SERES
BEÓCIO
CATERVA
FEMENTIDA
À GUISA DE
GANAS
NEGROR
ETERNIZAR
SÍLFIDE
BREU
MAGNÂNIMO
LONGÂNIME
ADREDE
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