Nem Charlie, nem fundamentalistas!!! Ambos incitam a violência! Marcha bonita, se fosse em prol da paz, mas é muito perigosa posto que é para aumentar o medo dos civis e a coragem dos fundamentalistas!! O que Hannah Arendt diria? Não sei. Ela não foi à marcha, mas está remexendo a sete palmos do chão. Quem não convidou o Barack Obama? Como diria há pouco... esse slogan Je suis Charlie engrossa pelo menos duas de várias sopas diferentes preparadas em um mesmo fogão. De um lado do fogão, em fogo médio de medo, dentro de um caldeirão de inox, ferve a sopa do preconceito, da indiferença, da intolerância, da eugenia, da xenofobia, ou seja, o ódio contra as comunidades muçulmanas pelo mundo, o aumento das intervenções dos países ricos do Ocidente nos países em todo o Oriente Médio, a ostentação ao racismo, a discriminação e a marginalização, a soberba ocidental nacionalista, o aumento das marchas contra as minorias étnicas pelo mundo, aumenta o discurso racista (incitados a partir de 2001, com George W. Bush , posteriormente com Sarkozy etc.), a anti-imigração etcetera, blá, blá, blá (tal sopa tem pitadas de indiferença, de desdém, de não tô nem
aí). Dentro de um caldeirão de barro, do outro lado do fogão, em fogo alto de coragem, o caldo fica grosso de ira, violência, ódio, revolta (tal sopa é a dos que carregam as kalashnikovs "russas" nas mãos como se carregassem brinquedos; é a sopa dos que não querem saber de piadas, pois lhes tiraram senso de humor; é a sopa dos que esbanjam cansaço de ferver no fogo da guerra). São 6 milhões de árabes na França. Muitos desses são frutos da colonização francesa no Marrocos e na Argélia. São filhos de árabes nascidos na França, ou seja, são franceses. O negócio é que se eles tivessem o petróleo ainda em mãos como os poucos sheiks árabes, morariam nos melhores arrondissements, mas esses árabes têm tratamento diverso e racista
da maioria dos nacionalistas franceses, morando nos banlieuers periféricos de Paris, tratados literalmente como marginais. Brincar de fazer piadas racistas, machistas, preconceituosas é costume no mundo inteiro, mas muitos dos alvos não gostam disso. Fazemos e fizemos o mesmo com os índios do Brasil e muitos outros. O caldo grosso do lado fundamentalista ferve tanto que bolhas de lavas em forma de bombas são lançadas de um caldo para o outro, de uma sopa para outra, ferindo pessoas inocentes. Aff, tá russo!
aí). Dentro de um caldeirão de barro, do outro lado do fogão, em fogo alto de coragem, o caldo fica grosso de ira, violência, ódio, revolta (tal sopa é a dos que carregam as kalashnikovs "russas" nas mãos como se carregassem brinquedos; é a sopa dos que não querem saber de piadas, pois lhes tiraram senso de humor; é a sopa dos que esbanjam cansaço de ferver no fogo da guerra). São 6 milhões de árabes na França. Muitos desses são frutos da colonização francesa no Marrocos e na Argélia. São filhos de árabes nascidos na França, ou seja, são franceses. O negócio é que se eles tivessem o petróleo ainda em mãos como os poucos sheiks árabes, morariam nos melhores arrondissements, mas esses árabes têm tratamento diverso e racista
da maioria dos nacionalistas franceses, morando nos banlieuers periféricos de Paris, tratados literalmente como marginais. Brincar de fazer piadas racistas, machistas, preconceituosas é costume no mundo inteiro, mas muitos dos alvos não gostam disso. Fazemos e fizemos o mesmo com os índios do Brasil e muitos outros. O caldo grosso do lado fundamentalista ferve tanto que bolhas de lavas em forma de bombas são lançadas de um caldo para o outro, de uma sopa para outra, ferindo pessoas inocentes. Aff, tá russo!
Aline Gomes Souza




