QUERIDOS(AS),
RECEBI O E-MAIL ABAIXO E ESTOU INDIGNADA. SOU A FAVOR DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ACHO QUE O FILME SOBRE MAOMÉ DEVE TER LÁ SUAS VERDADES, MAS NÃO PASSA DE PROVOCAÇÃO CONTRA UM POVO QUE ESTÁ HÁ MUITO TEMPO COM OS NERVOS À FLOR DA PELE. O FILME, QUE PROVOCA O LEVANTE NO MUNDO ÁRABE, ESTÁ SERVINDO APENAS PARA ATIÇAR A IRA E A RAIVA DE UM POVO FATIGADO DE TANTA SUBMISSÃO, POBREZA E CORRUPÇÃO. NÃO SOU A FAVOR DO ESTUPRO, DA PEDOFILIA OU DE QUALQUER TIPO DE VIOLÊNCIA. SOU CONTRA A MISOGINIA E A HOMOFOBIA. CONDENO O RACISMO, O SEGREGACIONISMO E MUITOS ISMOS. A ANTROPOFAGIA NÃO DEVE SER BOA FORA DAS ARTES. A ANTROPOFAGIA DEVE SER INDIGESTA. NÃO CONDENO A COPROFILIA, NEM A ANOREXIA, NEM A NINFOMANIA, RESPEITO O PROVÉRBIO DE QUE “CADA LOCO COM SU TEMA”. UM FILME SOBRE MAOMÉ NÃO É HOJE APENAS CONTRA MAOMÉ (ELE NEM ESTÁ AQUI MAIS), MAS É UM FILME SOBRE OS MUÇULMANOS E NÃO DEVE SER MOTIVO DE CONFLITO. OS AMERICANOS E OS EUROPEUS ESTÃO COLOCANDO LENHA NA FOGUEIRA. ESSE FILME FOI FEITO POR UM DIRETOR EGÍPCIO-AMERICANO E ELE QUER FAZER GRAÇA COM O SOFRIMENTO DOS OUTROS, BEM COMO DESADORMECER OS HOMENS-BOMBA. SIM, QUALQUER FORMA DE MALDADE NÃO PRESTA. A EUROPA É BONITA? SIM, MAS NUNCA, NUNCA FOI LENIENTE COM NINGUÉM. NOS TEMPOS DE COLONIZAÇÃO, SEMPRE EXTERMINOU MUITA GENTE. A EUROPA SEMPRE DIZIMOU SERES SENCIENTES EM TODOS OS LUGARES DA TERRA. A EUROPA É BONITA E TEM DEFEITOS. O MUNDO ÁRABE É BONITO E TEM DEFEITOS. ENFIM, DIGAMOS NÃO À MALDADE, SEJA DE QUALQUER PARTE! NADA JUSTIFICA A IRA DO POVO ÁRABE E SUAS RETALIAÇÕES, MAS A SEMENTE NÃO FOI PLANTADA POR MUÇULMANOS, ÁRABES OU NÃO E VICE-VERSA! DIGO urbi et orbi que a EUROPA, ENSINOU MUITO, MAS DIZIMOU OU CONTRIBUIU PARA A EXTINÇÃO DE VÁRIAS ALDEIAS PELO MUNDO E NO MUNDO ÁRABE, SEJA PARA EXTRAIR PETRÓLEO, OU NÃO, BEM COMO APERTOU O BOTÃO START, PLANTANDO GUERRAS DE ÁRABES CONTRA ÁRABES, ETC... OS EUA NÃO ESTÃO FORA DISSO. DIGO QUE O ISLÃ NÃO DEIXOU DE ENSINAR. ELE TAMBÉM FOI NOSSO PROFESSOR DE MATEMÁTICA, ÁLGEBRA ETC... AGORA, DIZER QUE A EUROPA ESTÁ SENDO LENIENTE COM OS ESTRANGEIROS?! NÃO ACREDITO NESSA INOCÊNCIA EUROPÉIA. SENHOR JANER CRISTALDO, NÃO ESTARIA VOSSA EXCELÊNCIA SENDO UM ETNOCENTRISTA. NÃO PODEMOS DEIXAR QUE LEIS ABSURDAS ACABEM COM UM SER HUMANO. ATACAR QUE A EXCISÃO DO CLITÓRIS E A INFIBULAÇÃO DA VAGINA SÃO COISAS CONDENÁVEIS É FÁCIL, NÃO É? MAS O QUE O SENHOR DIZ DAS APLICAÇÕES DE SILICONES? DAS OPERAÇÕES BARIÁTRICAS? SEI QUE MUITAS DESSAS OPERAÇÕES NÃO SÓ DÃO ALEGRIAS ÀS PESSOAS E SALVAM VIDAS, MAS ELAS TAMBÉM MATAM E TIRAM VIDAS (SENDO CIENTIFICAMENTE REALIZADAS) ATENÇÃO: NÃO CONDENO NENHUMA DELAS, MAS ACREDITO QUE, ASSIM COMO AS INFIBULAÇÕES E AS EXCISÕES, PODEM SER TAMBÉM LETAIS. HÁ PRECEITOS NO CORÃO RECOMENDANDO: "TRATE BEM OS VIAJANTES COMO SE FOSSEM SÁBIOS" (INFORMAÇÃO TIRADA DE UM TEXTO DE ARTHUR SIMÕES PARA A REVISTA PLANETA), ASSIM A SHARIA TEM SEU LADO BOM, MAS O QUE ACONTECE É QUE O LADO RUIM É ENFATIZADO. QUANTAS MULHERES SÃO MORTAS, ESTUPRADAS, ESPANCADAS PELO MUNDO? QUANTAS CRIANÇAS PASSAM FOME NO MUNDO? QUANTAS PESSOAS JOGAM LIXO NOS RIOS? QUANTAS EMPRESAS POLUEM O AR, A TERRA, RIOS E MARES? BEM, ATACAR É FÁCIL, OLHAR PARA O PRÓPRIO UMBIGO É DIFÍCIL. É IMPORTANTE VERIFICAR QUE CADA LUGAR É DIFERENTE E DEVE SER RESPEITADO. NEM MUNDO ÁRABE, NEM MUNDO EUROPEU, APENAS MUNDO! O PLANETA DEVE SER UM LUGAR TRANQUILO PARA HABITAR E NÃO UM RING DE SUBMISSOS X MANDÕES.
PAZ, MIL VEZES PAZ! BJS ZAGUCHA
JORNAL – FOLHA DE SÃO PAULO- 26.09.2012 – PÁG.A03
A morte da Europa que amo
JANER CRISTALDO, 65, doutor em letras francesas e comparadas pela Universidade
de Sorbonne Nouvelle (Paris 3), é tradutor e
Ao não cortar relações diplomáticas com o Irã, em 1989, quando o aiatolá Khomeini
decretou uma fatwa condenando Salman Rushdie à morte pela publicação de "Versos
Satânicos", os países europeus perderam uma oportunidade única de evitar os conflitos
hoje provocados pelos muçulmanos na Ásia, Oriente Médio e Ocidente.
Do alto de seus minaretes, o aiatolá condenou um estrangeiro, residente em país
estrangeiro, por um ato cometido no estrangeiro e que no estrangeiro não constitui
crime. Khomeini legislou urbi et orbi e o islã pegou gosto pela abrangência de sua
jurisdição.
Se migrantes de todos os quadrantes normalmente se adaptam à cultura europeia, há um
imigrante particular que não só causa problemas na Europa como quer dominá-la
culturalmente. São muçulmanos, que querem instituir no continente suas práticas,
muitas vezes tipificadas como crime nas legislações nacionais.
Uma é a excisão do clitóris e infibulação da vagina. Médicos europeus chegaram a
propor um pequeno corte simbólico no clitóris, para aplacar a misoginia islâmica. Outra
é o véu. Na Itália, migrantes árabes pretenderam que mulheres tirassem documentos de
identidade... veladas.
Muçulmanos têm grande dificuldade para aceitar as leis dos países que os acolhem. Em
plena Espanha, há tribunais islâmicos clandestinos. A primeira corte ilegal, descoberta
na Catalunha, operava como em um país muçulmano, com a aplicação do rigor da
sharia. O tribunal foi revelado em dezembro de 2009, quando a Justiça da região de
Tarragona indiciou dez imigrantes por liderar uma corte que teria sentenciado à morte
uma mulher muçulmana.
Na Grã-Bretanha, a sharia começa a ser usada para resolver disputas familiares e
pequenas causas. O primeiro tribunal foi identificado em 2008, mas opera desde 2007.
Na Escandinávia, um muçulmano, junto com seus filhos, executou uma filha porque
esta tinha relações antes do casamento com um sueco. Não foi preciso tribunal algum. A
família se erigiu em tribunal. Há muitos outros casos pela Europa.
A Europa é leniente. Em 2007, a juíza Christa Datz-Winter, de Frankfurt, negou o
pedido de divórcio feito por uma mulher muçulmana que se queixava da violência do
marido. A juíza declarou que os dois vieram de um "ambiente cultural marroquino em
que não é incomum um homem exercer um direito de castigo corporal sobre sua
esposa". Quando a mulher protestou, Datz-Winter citou uma passagem do Corão:
porque "os homens são encarregados das mulheres".
Na Finlândia, imigrantes somalis protestam por seus filhos estarem sendo educados por
professoras. Porque um jovem macho somali não dirige a palavra a uma mulher.
Na Suécia, que nos anos 1970 gozou a fama de paraíso do amor livre, o atual número de
estupros per capita coloca o país apenas abaixo do Lesotho, na África. De lá para cá, o
país foi invadido por muçulmanos. Segundo Ann-Christine Hjelm, advogada que
investiga crimes na Suprema Corte sueca, 85% dos estupradores condenados no tribunal
nasceram em solo estrangeiro ou são filhos de pais estrangeiros.
Em 2004, os jornais nórdicos noticiaram que um mufti chamado Shahid Mehdi declarou
em Copenhague que mulheres que não portam véus estão "pedindo para serem
estupradas". Para estes senhores, uma mulher sueca independente é apenas uma "puta
sueca".
Mas, claro, não se pode estuprar uma árabe. Entrevistado pelo "Dagens Nyheter",
principal periódico sueco, Hamid, membro de uma gangue de violadores, justificou: "A
sueca recebe um monte de ajuda depois, além disso ela já transou antes. Mas a árabe
tem problemas com sua família. Para ela, é uma grande vergonha ser violentada. Para
ela, é importante ser virgem ao casar".
No Reino Unido, Franciely Giselly Guedes
a e Espanha, muçulmanos lutam contra a presença de cães nas
cidades. Porque o profeta não gostava de cães.
Os atuais distúrbios em função de um filmeco americano sobre Maomé, que não fere lei
alguma no Ocidente, refletem a leniência com que a Europa tem tratado os
muçulmanos. O islã quer determinar que tipo de arte o Ocidente pode produzir. Já
condenaram Rushdie à morte. O tradutor de "Versos Satânicos" para japonês foi
assassinado. Sobreviveram os tradutores ao italiano, esfaqueado, ao norueguês, baleado,
e o editor turco, que se hospedou em um hotel que foi incendiado.
Em 2004, o cineasta Theo Van Gogh foi assassinado em Amsterdã por ter dirigido
"Submissão", filme sobre a situação da mulher nas sociedades islâmicas.
Como boi que ruma ao matadouro, a Europa está se rendendo às aiatolices de fanáticos
que ainda vivem na Idade Média. Já se fala em uma "Eurábia" daqui a 50 anos. Ainda
bem que não estarei lá para testemunhar a morte de uma cultura que tanto amo.
RECEBI O E-MAIL ABAIXO E ESTOU INDIGNADA. SOU A FAVOR DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ACHO QUE O FILME SOBRE MAOMÉ DEVE TER LÁ SUAS VERDADES, MAS NÃO PASSA DE PROVOCAÇÃO CONTRA UM POVO QUE ESTÁ HÁ MUITO TEMPO COM OS NERVOS À FLOR DA PELE. O FILME, QUE PROVOCA O LEVANTE NO MUNDO ÁRABE, ESTÁ SERVINDO APENAS PARA ATIÇAR A IRA E A RAIVA DE UM POVO FATIGADO DE TANTA SUBMISSÃO, POBREZA E CORRUPÇÃO. NÃO SOU A FAVOR DO ESTUPRO, DA PEDOFILIA OU DE QUALQUER TIPO DE VIOLÊNCIA. SOU CONTRA A MISOGINIA E A HOMOFOBIA. CONDENO O RACISMO, O SEGREGACIONISMO E MUITOS ISMOS. A ANTROPOFAGIA NÃO DEVE SER BOA FORA DAS ARTES. A ANTROPOFAGIA DEVE SER INDIGESTA. NÃO CONDENO A COPROFILIA, NEM A ANOREXIA, NEM A NINFOMANIA, RESPEITO O PROVÉRBIO DE QUE “CADA LOCO COM SU TEMA”. UM FILME SOBRE MAOMÉ NÃO É HOJE APENAS CONTRA MAOMÉ (ELE NEM ESTÁ AQUI MAIS), MAS É UM FILME SOBRE OS MUÇULMANOS E NÃO DEVE SER MOTIVO DE CONFLITO. OS AMERICANOS E OS EUROPEUS ESTÃO COLOCANDO LENHA NA FOGUEIRA. ESSE FILME FOI FEITO POR UM DIRETOR EGÍPCIO-AMERICANO E ELE QUER FAZER GRAÇA COM O SOFRIMENTO DOS OUTROS, BEM COMO DESADORMECER OS HOMENS-BOMBA. SIM, QUALQUER FORMA DE MALDADE NÃO PRESTA. A EUROPA É BONITA? SIM, MAS NUNCA, NUNCA FOI LENIENTE COM NINGUÉM. NOS TEMPOS DE COLONIZAÇÃO, SEMPRE EXTERMINOU MUITA GENTE. A EUROPA SEMPRE DIZIMOU SERES SENCIENTES EM TODOS OS LUGARES DA TERRA. A EUROPA É BONITA E TEM DEFEITOS. O MUNDO ÁRABE É BONITO E TEM DEFEITOS. ENFIM, DIGAMOS NÃO À MALDADE, SEJA DE QUALQUER PARTE! NADA JUSTIFICA A IRA DO POVO ÁRABE E SUAS RETALIAÇÕES, MAS A SEMENTE NÃO FOI PLANTADA POR MUÇULMANOS, ÁRABES OU NÃO E VICE-VERSA! DIGO urbi et orbi que a EUROPA, ENSINOU MUITO, MAS DIZIMOU OU CONTRIBUIU PARA A EXTINÇÃO DE VÁRIAS ALDEIAS PELO MUNDO E NO MUNDO ÁRABE, SEJA PARA EXTRAIR PETRÓLEO, OU NÃO, BEM COMO APERTOU O BOTÃO START, PLANTANDO GUERRAS DE ÁRABES CONTRA ÁRABES, ETC... OS EUA NÃO ESTÃO FORA DISSO. DIGO QUE O ISLÃ NÃO DEIXOU DE ENSINAR. ELE TAMBÉM FOI NOSSO PROFESSOR DE MATEMÁTICA, ÁLGEBRA ETC... AGORA, DIZER QUE A EUROPA ESTÁ SENDO LENIENTE COM OS ESTRANGEIROS?! NÃO ACREDITO NESSA INOCÊNCIA EUROPÉIA. SENHOR JANER CRISTALDO, NÃO ESTARIA VOSSA EXCELÊNCIA SENDO UM ETNOCENTRISTA. NÃO PODEMOS DEIXAR QUE LEIS ABSURDAS ACABEM COM UM SER HUMANO. ATACAR QUE A EXCISÃO DO CLITÓRIS E A INFIBULAÇÃO DA VAGINA SÃO COISAS CONDENÁVEIS É FÁCIL, NÃO É? MAS O QUE O SENHOR DIZ DAS APLICAÇÕES DE SILICONES? DAS OPERAÇÕES BARIÁTRICAS? SEI QUE MUITAS DESSAS OPERAÇÕES NÃO SÓ DÃO ALEGRIAS ÀS PESSOAS E SALVAM VIDAS, MAS ELAS TAMBÉM MATAM E TIRAM VIDAS (SENDO CIENTIFICAMENTE REALIZADAS) ATENÇÃO: NÃO CONDENO NENHUMA DELAS, MAS ACREDITO QUE, ASSIM COMO AS INFIBULAÇÕES E AS EXCISÕES, PODEM SER TAMBÉM LETAIS. HÁ PRECEITOS NO CORÃO RECOMENDANDO: "TRATE BEM OS VIAJANTES COMO SE FOSSEM SÁBIOS" (INFORMAÇÃO TIRADA DE UM TEXTO DE ARTHUR SIMÕES PARA A REVISTA PLANETA), ASSIM A SHARIA TEM SEU LADO BOM, MAS O QUE ACONTECE É QUE O LADO RUIM É ENFATIZADO. QUANTAS MULHERES SÃO MORTAS, ESTUPRADAS, ESPANCADAS PELO MUNDO? QUANTAS CRIANÇAS PASSAM FOME NO MUNDO? QUANTAS PESSOAS JOGAM LIXO NOS RIOS? QUANTAS EMPRESAS POLUEM O AR, A TERRA, RIOS E MARES? BEM, ATACAR É FÁCIL, OLHAR PARA O PRÓPRIO UMBIGO É DIFÍCIL. É IMPORTANTE VERIFICAR QUE CADA LUGAR É DIFERENTE E DEVE SER RESPEITADO. NEM MUNDO ÁRABE, NEM MUNDO EUROPEU, APENAS MUNDO! O PLANETA DEVE SER UM LUGAR TRANQUILO PARA HABITAR E NÃO UM RING DE SUBMISSOS X MANDÕES.
PAZ, MIL VEZES PAZ! BJS ZAGUCHA
JORNAL – FOLHA DE SÃO PAULO- 26.09.2012 – PÁG.A03
A morte da Europa que amo
JANER CRISTALDO, 65, doutor em letras francesas e comparadas pela Universidade
de Sorbonne Nouvelle (Paris 3), é tradutor e
Ao não cortar relações diplomáticas com o Irã, em 1989, quando o aiatolá Khomeini
decretou uma fatwa condenando Salman Rushdie à morte pela publicação de "Versos
Satânicos", os países europeus perderam uma oportunidade única de evitar os conflitos
hoje provocados pelos muçulmanos na Ásia, Oriente Médio e Ocidente.
Do alto de seus minaretes, o aiatolá condenou um estrangeiro, residente em país
estrangeiro, por um ato cometido no estrangeiro e que no estrangeiro não constitui
crime. Khomeini legislou urbi et orbi e o islã pegou gosto pela abrangência de sua
jurisdição.
Se migrantes de todos os quadrantes normalmente se adaptam à cultura europeia, há um
imigrante particular que não só causa problemas na Europa como quer dominá-la
culturalmente. São muçulmanos, que querem instituir no continente suas práticas,
muitas vezes tipificadas como crime nas legislações nacionais.
Uma é a excisão do clitóris e infibulação da vagina. Médicos europeus chegaram a
propor um pequeno corte simbólico no clitóris, para aplacar a misoginia islâmica. Outra
é o véu. Na Itália, migrantes árabes pretenderam que mulheres tirassem documentos de
identidade... veladas.
Muçulmanos têm grande dificuldade para aceitar as leis dos países que os acolhem. Em
plena Espanha, há tribunais islâmicos clandestinos. A primeira corte ilegal, descoberta
na Catalunha, operava como em um país muçulmano, com a aplicação do rigor da
sharia. O tribunal foi revelado em dezembro de 2009, quando a Justiça da região de
Tarragona indiciou dez imigrantes por liderar uma corte que teria sentenciado à morte
uma mulher muçulmana.
Na Grã-Bretanha, a sharia começa a ser usada para resolver disputas familiares e
pequenas causas. O primeiro tribunal foi identificado em 2008, mas opera desde 2007.
Na Escandinávia, um muçulmano, junto com seus filhos, executou uma filha porque
esta tinha relações antes do casamento com um sueco. Não foi preciso tribunal algum. A
família se erigiu em tribunal. Há muitos outros casos pela Europa.
A Europa é leniente. Em 2007, a juíza Christa Datz-Winter, de Frankfurt, negou o
pedido de divórcio feito por uma mulher muçulmana que se queixava da violência do
marido. A juíza declarou que os dois vieram de um "ambiente cultural marroquino em
que não é incomum um homem exercer um direito de castigo corporal sobre sua
esposa". Quando a mulher protestou, Datz-Winter citou uma passagem do Corão:
porque "os homens são encarregados das mulheres".
Na Finlândia, imigrantes somalis protestam por seus filhos estarem sendo educados por
professoras. Porque um jovem macho somali não dirige a palavra a uma mulher.
Na Suécia, que nos anos 1970 gozou a fama de paraíso do amor livre, o atual número de
estupros per capita coloca o país apenas abaixo do Lesotho, na África. De lá para cá, o
país foi invadido por muçulmanos. Segundo Ann-Christine Hjelm, advogada que
investiga crimes na Suprema Corte sueca, 85% dos estupradores condenados no tribunal
nasceram em solo estrangeiro ou são filhos de pais estrangeiros.
Em 2004, os jornais nórdicos noticiaram que um mufti chamado Shahid Mehdi declarou
em Copenhague que mulheres que não portam véus estão "pedindo para serem
estupradas". Para estes senhores, uma mulher sueca independente é apenas uma "puta
sueca".
Mas, claro, não se pode estuprar uma árabe. Entrevistado pelo "Dagens Nyheter",
principal periódico sueco, Hamid, membro de uma gangue de violadores, justificou: "A
sueca recebe um monte de ajuda depois, além disso ela já transou antes. Mas a árabe
tem problemas com sua família. Para ela, é uma grande vergonha ser violentada. Para
ela, é importante ser virgem ao casar".
No Reino Unido, Franciely Giselly Guedes
a e Espanha, muçulmanos lutam contra a presença de cães nas
cidades. Porque o profeta não gostava de cães.
Os atuais distúrbios em função de um filmeco americano sobre Maomé, que não fere lei
alguma no Ocidente, refletem a leniência com que a Europa tem tratado os
muçulmanos. O islã quer determinar que tipo de arte o Ocidente pode produzir. Já
condenaram Rushdie à morte. O tradutor de "Versos Satânicos" para japonês foi
assassinado. Sobreviveram os tradutores ao italiano, esfaqueado, ao norueguês, baleado,
e o editor turco, que se hospedou em um hotel que foi incendiado.
Em 2004, o cineasta Theo Van Gogh foi assassinado em Amsterdã por ter dirigido
"Submissão", filme sobre a situação da mulher nas sociedades islâmicas.
Como boi que ruma ao matadouro, a Europa está se rendendo às aiatolices de fanáticos
que ainda vivem na Idade Média. Já se fala em uma "Eurábia" daqui a 50 anos. Ainda
bem que não estarei lá para testemunhar a morte de uma cultura que tanto amo.




