Parabéns a todos os meus mestres!!!
Obrigada pelo carinho e pela dedicação!
Dedico esse dia à minha primeira professora que também é a minha mãe.
Olha, confesso que sair do ventre de uma professora é didático, pedagógico e mágico!
É isso mesmo, uma coisa proparoxítona!
O bom de ser filha da sua primeira professora é que antes de nascer você já aprende as vogais, as consoantes, os dígrafos etc.
M
Obrigada pelo carinho e pela dedicação!
Dedico esse dia à minha primeira professora que também é a minha mãe.
Olha, confesso que sair do ventre de uma professora é didático, pedagógico e mágico!
É isso mesmo, uma coisa proparoxítona!
O bom de ser filha da sua primeira professora é que antes de nascer você já aprende as vogais, as consoantes, os dígrafos etc.
M
inha primeira professora me ensinou o ba – be – bi – bo – bu – bão, da lição da Babá.
Sim, porque fui alfabetizada à moda antiga. Tudo era divididinho em sílabas.
É, mas mamãe, como era paciente e dedicada, não ficava apenas nas sílabas. Ela nos contava histórias antes e depois de introduzir as lições.
Havia a lição da Babá que cuidava de um bebê muito levado.
Não se falava em letramento ideológico ou autônomo. Quero dizer, não de lei, apenas de fato.
Mamãe falava de outras coisas: de Emilia Ferreiro, de Hermínio Sargentim, das editoras Ática, IBEP, das cartilhas Hora Alegre, Caminho Suave, Brincando com as Palavras, da Coleção Ciranda de Livros. Mamãe cantava muitas músicas, brincava de roda com seus alunos! Que fofa!
É... ouvi histórias do Avião Vermelho, do Gato de Botas, da Branca de Neve, da Bolsa Amarela etc.
Lembro-me de que um dia, mamãe disse que iria me vestir de Branca de Neve para um desfile de 7 de Setembro. Eu (de Branca de Neve), a bruxa, o príncipe e os sete anões subiríamos em um carro alegórico e seguiríamos por uma marcha pela cidade! Tudo deu errado, pois eu não queria desfilar com a bruxa ao meu lado e, muito menos, comer a maçã envenenada. Foi então que mamãe conversou comigo e contou-me que a maçã não estava envenenada e que eu não morreria. É... não queria morrer, comendo a maçã envenenada! Foi quando descobri que tudo era de mentirinha! Mamãe, minha primeira professora, havia caprichado ao contar a história da Branca de Neve na sala de aula! Tudo parecia real!
Antes de ser minha mãe, mamãe já era professora!
Mamãe me contou que começou com sua própria escola no fundo da casa de sua sogra, debaixo de uma mangueira frondosa. Posteriormente, mudou-se para outra cidade, onde continuou a dar aulas. Mais tarde, já em outra cidade (Colinas), com muito esforço, conseguiu comprar uma escola um pouco maior, a Escolinha da Mônica!
Que coisa linda era aquela escola: toda pintada de azul, personagens da Turma da Mônica decoravam as paredes, as pias e os vasos sanitários eram em miniaturas! Havia um lindo parquinho, uma piscina. A escola tinha um cheiro de tinta guache, alegria e aprendizagem.
Detalhe, essa era a minha casa! É! minha professora sempre morou na escola ou ao lado de uma!
Mamãe se aposentou, mas era pau para toda obra: era a professora, a diretora, a faxineira, a coordenadora, a mãe e a Tia Darci!
Sempre estive na escola e sob os cuidados de uma professora!
Morar na escola era bom, mas queria que mamãe me levasse e me pegasse na escola!
Mamãe me explicava que eu não precisava sair para ir à escola, pois morava dentro de uma.
Mais tarde mudamos para a casa do lado e aí, papai fez um portão no muro entre a escola e nossa casa. Aquilo era mágico!
Era o portão para as letras!
Éramos uns trinta e cinco alunos na sala. Como mamãe conseguia nos ensinar?
Que professora!
Na sala de aula, mesmo querendo as regalias de filha, mamãe fazia questão de me tratar como aluna!
“Aline, você é uma aluna como qualquer outra!”, ela dizia!
Não gostava muito, mas mamãe, pacientemente, explicava que era uma aluna qualquer!
Queria ser filha, mas ali era apenas aluna.
Nasci e cresci em uma casaescola!
Cresci e brinquei em um quintal/pátio da escola!
Tive brinqueducativos!
E o melhor de tudo, nasci de uma barriga de uma mãeprofessora!
Quando fiz treze anos, mamãe me ensinou a alfabetizar e passei a dar aulas nas férias!
Mãe, hoje é o seu dia, viu? Ei, mas você foi e é também a minha primeira professora!
Obrigada à minha primeira professora-mãe!
A melhor do mundo, com todo repeito!
Tia Darci, te amo
Sim, porque fui alfabetizada à moda antiga. Tudo era divididinho em sílabas.
É, mas mamãe, como era paciente e dedicada, não ficava apenas nas sílabas. Ela nos contava histórias antes e depois de introduzir as lições.
Havia a lição da Babá que cuidava de um bebê muito levado.
Não se falava em letramento ideológico ou autônomo. Quero dizer, não de lei, apenas de fato.
Mamãe falava de outras coisas: de Emilia Ferreiro, de Hermínio Sargentim, das editoras Ática, IBEP, das cartilhas Hora Alegre, Caminho Suave, Brincando com as Palavras, da Coleção Ciranda de Livros. Mamãe cantava muitas músicas, brincava de roda com seus alunos! Que fofa!
É... ouvi histórias do Avião Vermelho, do Gato de Botas, da Branca de Neve, da Bolsa Amarela etc.
Lembro-me de que um dia, mamãe disse que iria me vestir de Branca de Neve para um desfile de 7 de Setembro. Eu (de Branca de Neve), a bruxa, o príncipe e os sete anões subiríamos em um carro alegórico e seguiríamos por uma marcha pela cidade! Tudo deu errado, pois eu não queria desfilar com a bruxa ao meu lado e, muito menos, comer a maçã envenenada. Foi então que mamãe conversou comigo e contou-me que a maçã não estava envenenada e que eu não morreria. É... não queria morrer, comendo a maçã envenenada! Foi quando descobri que tudo era de mentirinha! Mamãe, minha primeira professora, havia caprichado ao contar a história da Branca de Neve na sala de aula! Tudo parecia real!
Antes de ser minha mãe, mamãe já era professora!
Mamãe me contou que começou com sua própria escola no fundo da casa de sua sogra, debaixo de uma mangueira frondosa. Posteriormente, mudou-se para outra cidade, onde continuou a dar aulas. Mais tarde, já em outra cidade (Colinas), com muito esforço, conseguiu comprar uma escola um pouco maior, a Escolinha da Mônica!
Que coisa linda era aquela escola: toda pintada de azul, personagens da Turma da Mônica decoravam as paredes, as pias e os vasos sanitários eram em miniaturas! Havia um lindo parquinho, uma piscina. A escola tinha um cheiro de tinta guache, alegria e aprendizagem.
Detalhe, essa era a minha casa! É! minha professora sempre morou na escola ou ao lado de uma!
Mamãe se aposentou, mas era pau para toda obra: era a professora, a diretora, a faxineira, a coordenadora, a mãe e a Tia Darci!
Sempre estive na escola e sob os cuidados de uma professora!
Morar na escola era bom, mas queria que mamãe me levasse e me pegasse na escola!
Mamãe me explicava que eu não precisava sair para ir à escola, pois morava dentro de uma.
Mais tarde mudamos para a casa do lado e aí, papai fez um portão no muro entre a escola e nossa casa. Aquilo era mágico!
Era o portão para as letras!
Éramos uns trinta e cinco alunos na sala. Como mamãe conseguia nos ensinar?
Que professora!
Na sala de aula, mesmo querendo as regalias de filha, mamãe fazia questão de me tratar como aluna!
“Aline, você é uma aluna como qualquer outra!”, ela dizia!
Não gostava muito, mas mamãe, pacientemente, explicava que era uma aluna qualquer!
Queria ser filha, mas ali era apenas aluna.
Nasci e cresci em uma casaescola!
Cresci e brinquei em um quintal/pátio da escola!
Tive brinqueducativos!
E o melhor de tudo, nasci de uma barriga de uma mãeprofessora!
Quando fiz treze anos, mamãe me ensinou a alfabetizar e passei a dar aulas nas férias!
Mãe, hoje é o seu dia, viu? Ei, mas você foi e é também a minha primeira professora!
Obrigada à minha primeira professora-mãe!
A melhor do mundo, com todo repeito!
Tia Darci, te amo




