Anestesia Minas
Não
sinto outra coisa
senão
Minas
Não
ouço outra coisa
senão
sinos
Não
vejo outra coisa
senão
serras
No
gerar curvas barrocas nas paredes,
Minas
suprime trechos tristes de trovas dantes sofridas
No
gerar portas de duas cores,
Minas
abre entradas para a observação das pedras
No
gerar lanternas de ferros retorcidos,
Minas
clareia a rua de pedra para os seres
No
esculpir serras na paisagem,
Minas
enfeita o horizonte para o por do sol dos anjos
Não
sou outra coisa
após
Minas
No
geral, não sou menos ou Minas
sou
mais
Sou
menos eu, sou mais Gerais
Aline Gomes Souza



